sábado, 20 de outubro de 2012

O Tempo

Tô de volta! Hoje começou o Horário Brasileiro de Verão. Xiii! Esqueci de adiantar os ponteiros do meu relógio em uma hora! Ponteiros? O meu relógio não tem mais ponteiros há muito tempo! Relógio?! Agora que me lembrei que também não possuo mais relógio, só o do celular. Será que vale? Só um minuto (!) acabei de receber uma mensagem de alguém que precisa falar comigo. "me ligue", retornei e diz que o número não recebe chamada! É, definitivamente o meu celular não é relógio, mas também não é celular, o que será?! Deixa prá lá. Voltando ao horário de verão, já estava acostumado com o horário oficial (?), até que começou o horário de verão, que por sua vez, quando já estiver quase acostumando, já terá mudado para o horário oficial e assim por diante. Ufa!
A pergunta que não quer calar: E o meu relógio biológico, como é que fica? Ninguém pergunta se está havendo um consumo maior de energia do meu organismo para se adaptar ao novo horário. E, imagine só, um aumento no consumo de energia de milhões e milhões de brasileiros que passam pelo mesmo período de adaptação, ou de tentativa de adaptação, uma vez que, conforme dito acima, quando estamos quase nos adaptando ao referido horário, o horário "referência" entra em cena novamente, gerando uma nova necessidade de adaptação, um novo acréscimo no consumo de energia física, mental e só Deus sabe mais qual! Ah! Agora são exatamente 15:55 nos ponteiros, digo, dígitos do meu relógio de computador. Ops! 16:55, agora 56 min.
Peço mil desculpas a todos, mas essa história de muda não muda horário me fez esquecer que a mudança só vai acontecer à meia-noite de hoje (sábado), ou seja, desconsiderem tudo o que foi escrito acima, ou se preferirem, considerem tudo à partir de amanhã, porque pelo trabalho que tive em digitar tudo isso,  você de ler até aqui (se é que teve paciência), não permite tal desperdício de tempo.
Notou que tudo girou em torno de tempo? Tempo e energia. Então prá fazer valer realmente nosso tempo e energia vou glorificar a Deus com todo o meu corpo, espírito, alma e caracteres: Glória a Deus! Por tudo, pela criatividade, se você quiser considerar assim, pela vida (energia), pelo humor, bom ou mal; e principalmente pelo tempo kairós, um tempo transcendente - por ser de um Deus transcendente, que não pode ser alterado pelo governo nem por ninguém. Um tempo que contém a plenitude de tudo o que eu realmente preciso e que permite que na minha limitação de tempo cronos, eu saiba e possa esperar o que de melhor ele preparou para mim. Ajuste-se a esse tempo!

Alberto Saylor.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Controle Absoluto




Ontem fui até o Méier, um bairro tradicional no subúrbio do Rio de Janeiro, para quem não conhece. A orígem foi Campo Grande, Zona Oeste do mesmo município. A viagem não deveria durar mais de 40 minutos, escolhemos a que seria a melhor rota, o horário não era dos piores e o veículo estava em perfeitas condições de uso.
Até o segundo terço da viagem tudo corria dentro do previsto, até que nas proximidades de Cascadura, um bairro já próximo ao Méier, o trânsito simplesmente parou. O calor era intenso e à medida que esperávamos víamos o tempo passar. A energia se esgotava, a paciência era testada e as gotas de suor se multiplicavam no rosto gerando uma incômoda sensação de impotência e cansaço.


Havia alguém nos esperando no destino, havíamos previsto um horário para a chegada que agora já havia sido extrapolado em muito, restava-nos apenas esperar, esperar que o trânsito avançasse, que um caminho alternativo se nos apresentasse, que alguma coisa nova e boa acontecesse em nosso favor.
Essa desagradável experiência vivida por mim desencadeou uma profunda reflexão a respeito da existência humana, seja ela física ou espiritual.


Quantas vezes fizemos planos, projetos, projeções que simplesmente pararam nos engarrafamentos  da vida. Aquela promessa de emprego, aquela pessoa que prometeu fidelidade em qualquer circunstância e que nos decepcionou na primeira oportunidade. A enfermidade, pessoal ou de um ente querido, que nos forçou a dar um "stop" na faculdade, na viagem tão sonhada, nas férias que seriam inesquecíveis - e foram de certa forma por não terem acontecido - enfim, hora de parar, de esperar, de refletir e de acreditar.
Acreditar que por mais sufocante e causticante que seja o clima haverá um refrigério, que após um rigoroso verão virá um outono e depois um inverno, e ainda que o verão volte, e voltará, estaremos mais fortes para enfrentá-lo.


Precisamos entender que o tempo não é nosso, que devemos sim, remi-lo, utilizá-lo com sabedoria cronológica, mas que o nosso cronos está subordinado a um kairós, o kairós de Deus. Há uma sabedoria maior e porque não dizer, a um amor maior, que direciona e coordena a nossa partida e a nossa chegada, e que se às vezes somos obrigados a parar e porque não voluntariamente paramos, se somos instigados a andar é porque excessivamente paramos, e se em algum momento não entendemos os porquês é porque somos o que somos, homens falhos e frágeis dependentes de um Norte para nos orientar.


Apesar de as coisas não terem acontecido como eu planejara, elas aconteceram e isso é o que importa. Neste momento estou escrevendo do aconchego do meu lar, fui e voltei e Deus me guardou, no seu tempo e em seus braços fortes, sorri e chorei e Ele sempre esteve por perto, ora me alegrando, hora me consolando, enxugando-me as lágrimas, e hoje posso e poderei sempre dizer como disse o salmista Davi: "Eu me deitei e dormi, acordei porque o Senhor me sustentou", "Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu, Senhor, me fazes habitar em segurança". O melhor dessa experiência foi que despertei para algo importantíssimo para minha vida: "Deus está no controle", deixe-se controlar por Ele.




Ev. Alberto Saylor.